O que eu mais gosto na música, em especial na chamada clássica, é a pureza da forma, a estrutura profunda e a franqueza contida na linguagem. Sim, pois quando o compositor compõe, há sentimento lá, um sentimento real, uma sensação, algo que poucas vezes as palavras puderam mostrar de forma tão crua.
Algumas vezes nos encontramos em conversas francas, verdadeiras e via de regra, ela nos emocionam. Pois mostram um lado de alguém, alguma coisa que não estamos acostumados a ver, a verdadeira pessoa. Não aquela que brinca no trabalho, que faz piada e que está sempre alegre. Mas aquela com anseios frustrações, sonhos, desejos. Alguém além daquela máquina de trabalhar/estudar. Alguém com sentimentos.
E isso não impressiona apenas o receptor da mensagem, mas o próprio emissor. Afinal, nós nos desconhecemos. Quem num dia normal pode dizer suas frustrações falar sobre seus verdadeiros sonhos de forma aberta e natural?
A relação com a música é simples: Ela é essa conversa. Quando eu ouço uma peça do dvorák, tchaikovsky, estou tendo uma conversa dessas. Mas com quem? Não é com os próprios compositores, afinal muitas das peças são escritas sob encomenda, como um ballet do tchaikovsky, que já devia inclusive ter roteiro. Na verdade a conversa é consigo mesmo. A verdadeira habilidade dos grandes compositores é colocar um sentimento verdadeiro numa peça. Seja esse sentimento real, no sentido do compositor tê-lo sentido mesmo, ou feito sob encomenda. Não importam as origens, o sentimento que está ali é verdadeiro. (Na verdade mesmo me custa acreditar que alguém que compõe X não estava sentindo X de verdade, mas essa discussão é mais profunda e fica para outro dia). Então, quando nós, 200 anos depois ouvimos a melodia, nos emocionamos. A música não é atual porque fala de algo atual, mas porque "fala" da humanidade, do humano.
Então voltando, ao ouvir a música, nós conversamos com nós mesmos. Pois ela diz aquilo que nós temos medo de dizer e ouvir. Ela nos diz algo sobre nós mesmos. Claro que por isso existem músicas para cada situação, mas estão lá. Tudo o que nós faz humanos está escrito em 500 anos de partituras.
O ponto deste post na verdade é bem simples, apesar de conter um texto tão confuso:
Nós somos menos humanos do que deveríamos. Raramente nós vamos de encontro ao nosso verdadeiro eu, nós o desconhecemos. E uma boa forma de fazer isso, é ouvindo a música certa.
sábado, 13 de dezembro de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
E o segundo tempo começou
Na primeira etapa, o adversário veio com uma formação ágil e rápida. O esquema com 3 atacantes parecia assustador, mas com o passar dos minutos a partinda foi tomando um ar mais natural, com os dois times à vontade em campo. No final, nem parecia que era uma final de campeonato, que decidiria o destino dos times.
Mas o segundo tempo ainda estava por vir. O técnico do time da casa alterou o esquema, trocando todos os atacantes. Não só trocando como aumentando! De três, o esquema passou a contar com 10 atacantes! Até o gandula veio participar da farra!
Novamente, o clima foi amistoso, mas alguns jogadores tentaram jogadas mais bruscas, envolvendo um maior contato físico. Claro que ninguém pode recriminar o time da casa por isso, afinal faz parte do jogo (e é o dever dele). Mas os visittantes souberam contornar as investidas com agilidade, o que acabou rendendo um apelido: Político. Coisas da vida.
Apesar do bom nível da partida, houveram alguns deslises e pisadas na bola, como sempre ocorre quando humanos estão presentes. Foram de ambos os lados, alguns sobre a taxa de juros (19%?? Ele estava louco?), outros sobre o futuro. Mas nada que ofuscasse a beleza do espetáculo.
No final, o placar pareceu bom, mas evidentemente isso depende do resultado dos próximos jogos. O resultado pode ser bom para ambos, depende do que os outros visitantes aprontarem. Veremos quando a federação soltar os resultados.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
A visão de Raios-X do romano.
-São 55 sestércios.
-55? Como você sabe?
-Porque eu sei, oras!
-Mas não quer nem pegar para ver direito?
-Tá na cara que são 55 sestércios!
E eu acreditei no romano. Aquela olhada por cima dos óculos e....são 55 sestércios!
Devo levar para algum outro especialista? Nah, o romano sabe o que faz.
E assim a humanidade caminhou por anos a fio. Até que um simples cidadão, para comemorar o aniversário de casamento, decidiu trocar seu anel. O anel tinha uma pedra de quartzo imitando diamante, já que na época do seu casamento um diamante de verdade seria, digamos, um extravagância incondizente com sua situação financeira. Mas hoje, a fortuna aliada a virtú fazem esse diamente possível. Nada como comemorar então as décadas de união trocando a pedra.
-Romano, essa pedra aqui é diamente?
-É.
-Mas você não quer ver direito?
-Não, não, é diamente, pode trocar.
-Ok, obrigado!
E lá saiu o cidadão, feliz como nunca, pensando em como a idéia de renovar o simbolo de sua união era boa.
Durante a troca, o grego responsável, viu a pedra e disse:
-Por que o senhor está trocando este cristal de quartzo?
-Estou trocando por esse diamente, como presente para mim e minha esposa.
-Huuuuum, deixe-me ver...
Pega, assopra, risca e....
-Mas isso também é quartzo, não diamante...
-Mas como assim? Eu falei com o romano que trabalha comigo!
-É quartzo.
O romano nunca ficou sabendo do desfecho dessa história, mas agora eu me pergunto. Eram mesmo 55 sestércios?
O romano, hoje conhecido como "I.VII.I" e chique como é, vende seus sestércios embaixo de um museu na capital.
-55? Como você sabe?
-Porque eu sei, oras!
-Mas não quer nem pegar para ver direito?
-Tá na cara que são 55 sestércios!
E eu acreditei no romano. Aquela olhada por cima dos óculos e....são 55 sestércios!
Devo levar para algum outro especialista? Nah, o romano sabe o que faz.
E assim a humanidade caminhou por anos a fio. Até que um simples cidadão, para comemorar o aniversário de casamento, decidiu trocar seu anel. O anel tinha uma pedra de quartzo imitando diamante, já que na época do seu casamento um diamante de verdade seria, digamos, um extravagância incondizente com sua situação financeira. Mas hoje, a fortuna aliada a virtú fazem esse diamente possível. Nada como comemorar então as décadas de união trocando a pedra.
-Romano, essa pedra aqui é diamente?
-É.
-Mas você não quer ver direito?
-Não, não, é diamente, pode trocar.
-Ok, obrigado!
E lá saiu o cidadão, feliz como nunca, pensando em como a idéia de renovar o simbolo de sua união era boa.
Durante a troca, o grego responsável, viu a pedra e disse:
-Por que o senhor está trocando este cristal de quartzo?
-Estou trocando por esse diamente, como presente para mim e minha esposa.
-Huuuuum, deixe-me ver...
Pega, assopra, risca e....
-Mas isso também é quartzo, não diamante...
-Mas como assim? Eu falei com o romano que trabalha comigo!
-É quartzo.
O romano nunca ficou sabendo do desfecho dessa história, mas agora eu me pergunto. Eram mesmo 55 sestércios?
O romano, hoje conhecido como "I.VII.I" e chique como é, vende seus sestércios embaixo de um museu na capital.
Semestre vai, semestre vem...
E a coisa não muda. Talvez porque eu não queira que mude, posso estar satrisfeito com o que aprendi até o momento...
Minha "bipolaridade" já se encheu e quer novos mundos. Até que durou uns 4 anos, mas não dá para ficar sempre em uma coisa só...É, sobre o futuro só posso dizer que ele vai chegar. E que provavelmente vou continuar sendo bipolar.
Minha "bipolaridade" já se encheu e quer novos mundos. Até que durou uns 4 anos, mas não dá para ficar sempre em uma coisa só...É, sobre o futuro só posso dizer que ele vai chegar. E que provavelmente vou continuar sendo bipolar.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Sobre camisas brancas, paletós e amoras.
As amoras mancham a camisa branca, que combina com o paletó.
Dentro das roupas formais existem as roupas formais-formais e as formais-cool.
Dois ternos, duas opções... Risca de giz, bonito, imponente. Um típico formal-formal. O outro, cinza. Quase um terno do dia-a-dia, quase um pijama. Esse é o formal cool, aquilo que um perfeito estereótipo de [i]latin lover [/i] usaria nas suas conquistas.
Nesse ponto temos duas características. O [i]glamour[/i], dividido em duas partes através das cores e o prazer, representado na amora.
Em todos os dias fazemos a escolha das roupas e do almoço. Podemos satisfazer nossos desejos, anseios e blá blá blá eu odeio essa merda quero que todos morram e principalmente a porra desse filme que se existia uma chance de um dia eu assistir, morreu para sempre. Não, isso não é a porra de nenhum texto público, eu só peguei uma merda pré escrita e inacabada e usei para me distrair durante essa merda de tortura. Em pensar que eu deveria estar fazendo uma porra de um trabalho. Não, sem xingamentos, só continue digitante porque o filme ainda não acabou mas felizmente um dia ele acaba, assim como as coisas boas. De qualquer forma meu humor foi para a merda, eu quero morrer e acho que vou no piano tentar tocar um pouco. Adios.
Dentro das roupas formais existem as roupas formais-formais e as formais-cool.
Dois ternos, duas opções... Risca de giz, bonito, imponente. Um típico formal-formal. O outro, cinza. Quase um terno do dia-a-dia, quase um pijama. Esse é o formal cool, aquilo que um perfeito estereótipo de [i]latin lover [/i] usaria nas suas conquistas.
Nesse ponto temos duas características. O [i]glamour[/i], dividido em duas partes através das cores e o prazer, representado na amora.
Em todos os dias fazemos a escolha das roupas e do almoço. Podemos satisfazer nossos desejos, anseios e blá blá blá eu odeio essa merda quero que todos morram e principalmente a porra desse filme que se existia uma chance de um dia eu assistir, morreu para sempre. Não, isso não é a porra de nenhum texto público, eu só peguei uma merda pré escrita e inacabada e usei para me distrair durante essa merda de tortura. Em pensar que eu deveria estar fazendo uma porra de um trabalho. Não, sem xingamentos, só continue digitante porque o filme ainda não acabou mas felizmente um dia ele acaba, assim como as coisas boas. De qualquer forma meu humor foi para a merda, eu quero morrer e acho que vou no piano tentar tocar um pouco. Adios.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Uma música
I've got you...Under my skin...
Essa música do Sinatra está entre as minha favoritas, difícil negar. Na adolescência, era meu 'hino do amor'.
Os versos são simples, mas reais; a instrumentação cresce mostrando o desespero do locutor, a voz do Sinatra cresce, desesperada, buscando uma solução que naturalmente não é encontrada. Afinal, para essas coisas não há saída.
Don't you know little fool, you never can win! Why not use your mentality? Step up! Wake up to reality!! But each that I do, just to thought of you, makes me start just before I begin......... Becase I've got you...Under my skin...
-e um suspiro cansado-
É amigo... A razão diz uma coisa, o coração diz outra... Nem dá para chamar de briga, a disputa é mera formalidade.
Essa música do Sinatra está entre as minha favoritas, difícil negar. Na adolescência, era meu 'hino do amor'.
Os versos são simples, mas reais; a instrumentação cresce mostrando o desespero do locutor, a voz do Sinatra cresce, desesperada, buscando uma solução que naturalmente não é encontrada. Afinal, para essas coisas não há saída.
Don't you know little fool, you never can win! Why not use your mentality? Step up! Wake up to reality!! But each that I do, just to thought of you, makes me start just before I begin......... Becase I've got you...Under my skin...
-e um suspiro cansado-
É amigo... A razão diz uma coisa, o coração diz outra... Nem dá para chamar de briga, a disputa é mera formalidade.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
A estadia na terra do sol poente
Está mais a oeste do que São Paulo, não reclame.
A cidade mantém um ar puro que 7 anos atrás me deixou doente e hoje em dia alegra meu estado de espírito, a cidade representa velhas amizades, velhos hobbies e velhas festas.
Ah, a festa do figo! quinquaségima nona festa do figo junto com a décima quarta expo-goiaba! Existe algo mais interiorano? Sim, existe, o desfile da bandinha militar da terceira idade. Velhinhos e bumbos, senhoras e caixas e eu gritando ao fundo: "Toca Philip Sousa!!!!".
Além dessas 'valinhensidades', havia também coisas típicas, como as frutas (festa do figo/expo-goiaba?), doces (um pacote de balas de côco a mais e R$ 3,00 a menos em mim), licores (doces que só, e por consequência de má qualidade e deliciosos) e algumas coisitchas mas.
No palco principal, preparação para o grande show. Que fui informado não haver mais, o prefeito, por contenção de gastos, decidiu abolir as 'big bands'. Uma pena, para um palco por onde já passaram grandes nomes da música ruim nacional, dentre os quais Alexandre Pires, o qual tive o desprazer de ver (ok, se eu disser que não me diverti estarei mentindo). No palco 2, um trio tocava Janes Joplin, o que foi divertido (principalmente quando lembro que eu carregava um cactus e as pessoas me olhavam com medo).
Mas a principal atração do dia foi ver os mímicos seguindo as pessoas, isso sim foi divertido. Conheço uma pessoa que pode topar isso. Podemos nos fantasiar e seguir as pessoas na Paulista, será uma tarde divertida... Farei essa proposta num futuro próximo. Ah, um cineminha no final fantasiado de mímico também seria interessante, me lembra o "Scenes from a Mall"!
O saldo final foi uma considerável dose de diversão, refeições (o café da manhã em especial) realmente boas, estreitamento dos laços maternos, o fim de um livro e o início de outro.
Nada como um fim de semana no campo!
A cidade mantém um ar puro que 7 anos atrás me deixou doente e hoje em dia alegra meu estado de espírito, a cidade representa velhas amizades, velhos hobbies e velhas festas.
Ah, a festa do figo! quinquaségima nona festa do figo junto com a décima quarta expo-goiaba! Existe algo mais interiorano? Sim, existe, o desfile da bandinha militar da terceira idade. Velhinhos e bumbos, senhoras e caixas e eu gritando ao fundo: "Toca Philip Sousa!!!!".
Além dessas 'valinhensidades', havia também coisas típicas, como as frutas (festa do figo/expo-goiaba?), doces (um pacote de balas de côco a mais e R$ 3,00 a menos em mim), licores (doces que só, e por consequência de má qualidade e deliciosos) e algumas coisitchas mas.
No palco principal, preparação para o grande show. Que fui informado não haver mais, o prefeito, por contenção de gastos, decidiu abolir as 'big bands'. Uma pena, para um palco por onde já passaram grandes nomes da música ruim nacional, dentre os quais Alexandre Pires, o qual tive o desprazer de ver (ok, se eu disser que não me diverti estarei mentindo). No palco 2, um trio tocava Janes Joplin, o que foi divertido (principalmente quando lembro que eu carregava um cactus e as pessoas me olhavam com medo).
Mas a principal atração do dia foi ver os mímicos seguindo as pessoas, isso sim foi divertido. Conheço uma pessoa que pode topar isso. Podemos nos fantasiar e seguir as pessoas na Paulista, será uma tarde divertida... Farei essa proposta num futuro próximo. Ah, um cineminha no final fantasiado de mímico também seria interessante, me lembra o "Scenes from a Mall"!
O saldo final foi uma considerável dose de diversão, refeições (o café da manhã em especial) realmente boas, estreitamento dos laços maternos, o fim de um livro e o início de outro.
Nada como um fim de semana no campo!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
As bebedeiras....
Sem álcool.
Sabe quando a gente se sente bebâdo mesmo sem ter bebido? Aquela sensação de quando você acorda às 3:00 am, vai pegar um copo de água e no dia seguinte não se lembra de nada? Ou não sabe se você fez aquilo mesmo ou se sonhou?
Para esses momentos entra a música bem alta, que impede o cérebro de 'cerebrar'.
Clowns to the left of me, jokers to the right! Here I am, stuck in the middle with you...
Sabe quando a gente se sente bebâdo mesmo sem ter bebido? Aquela sensação de quando você acorda às 3:00 am, vai pegar um copo de água e no dia seguinte não se lembra de nada? Ou não sabe se você fez aquilo mesmo ou se sonhou?
Para esses momentos entra a música bem alta, que impede o cérebro de 'cerebrar'.
Clowns to the left of me, jokers to the right! Here I am, stuck in the middle with you...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
It's Showtime, Folks!
There's no business, like show business! Like no business I know!
Aaaaaaaand...Action!
Here it is, All That Jazz.
O filme conta a história de Joe Gideon, um diretor, coreógrafo e produtor de musicais e filmes. O peronagem é uma versão glamourosa, encantada e romantizada do diretor do filme, Bob Fosse, ou seja: O filme é semi-autobiográfico e portanto, para entedê-lo melhor é preciso conhecer o diretor, que eu admito não conhecer tão bem....
Mas se assistir Cabaret, por exemplo, e depois All That Jazz verá que a carreira do diretor está retratada perfeitamente no filme 'autobiográfico'; é possível 'ver' Joe Gideon dirigindo Cabaret.
Isso dá um toque especial ao filme, mas ele tem valor próprio. Mesmo que você assista All That Jazz como uma ficção, poderá (e irá) se divertir. O personagem é bem construído, charmoso e interessante, apesar de todos os defeitos (que de forma geral enriquecem a imagem anterior, no melhor estilo 'Laranja Mecânica').
O diretor, ao se descrever, tem a oportunidade (talvez única) de ver os dilemas e dramas de sua vida, ver como reagiria, que escolhas faria (afinal, ele se conhece) e no final aceitar que às vezes sua escolha era obviamente, a errada. Como exemplo, cito a principal fonte dessa idéia:
O personagem quando está no hospital, age de forma contrária à sua sobrevivência, fumando, fazendo festas e afins. Essa é a postura de Bob Fosse diante da morte. Mas ele sabe que ela é idiota e absurda e admite isso na voz do médico, em sua palestra para os outros médicos:
-Dr, parece que ele não liga se quer morrer ou viver...
-Eu sei, mas acredito que ele quer viver, e muito ainda.
(sem precisão nas palavras, apenas nas idéias).
Então temos que mesmo sabendo o que realmente quer (viver), ele sabe como agiria (agirá), mostrando Joe (como já foi dito) fumando e se divertindo. Ele mostra seus dois 'lados verdadeiros' (que todos temos), um verdadeiro em suas reflexões, outro verdadeiro em suas ações. Quem aqui, ao assistir o filme, discordará que Joe Gideon não liga se morrer? Nem ele próprio discordaria, apesar de saber que no seu íntimo, ele gostaria de run it again.
Um outro detalhe interessante da idéia de escrever sua própria vida, é a morte. Ninguém sabe com será sua morte, se será gloriosa, se será bela, se será ordinária. Então, no filme, Bob teve a oportunidade de 'morrer' da melhor forma possível, com a morte mais glamourosa que alguém pode ter! Não é à toa que a cena de sua morte dura aproximadamente 10 minutos. E ele não pecou em nenhum detalhe, ela pode ser considerada inclusive o ápice do filme. O momento em que Joe corre pela arquibancada cumprimentando todos, é de arrepiar; a contradição entre morte e alegria é mais do que evidente, é fantástica.
E Bob fez bem. Ele morreu com um ataque cardíaco (o que mostra como ele se conhecia e foi sincero no filme) enquanto andava com um amigo num estacionamento ou parque (memória falhando); começou a sentir dor, sentou num banco qualquer e deu adeus à vida, da forma mais ordinária e natural possível.
Esses pequenos detalhes, além da trilha sonora e coreografias (pelo próprio Fosse, é claro) fazem de All That Jazz uma obra fantástica.
É interessante pensar que (talvez) seu melhor trabalho tenha sido justamente aquele que retrata seus trabalhos (e ele próprio).
Deve ser a mistura de talento e sinceridade. Bob Fosse nunca foi tão 'Bob Fosse' como em All That Jazz.
Aaaaaaaand...Action!
Here it is, All That Jazz.
O filme conta a história de Joe Gideon, um diretor, coreógrafo e produtor de musicais e filmes. O peronagem é uma versão glamourosa, encantada e romantizada do diretor do filme, Bob Fosse, ou seja: O filme é semi-autobiográfico e portanto, para entedê-lo melhor é preciso conhecer o diretor, que eu admito não conhecer tão bem....
Mas se assistir Cabaret, por exemplo, e depois All That Jazz verá que a carreira do diretor está retratada perfeitamente no filme 'autobiográfico'; é possível 'ver' Joe Gideon dirigindo Cabaret.
Isso dá um toque especial ao filme, mas ele tem valor próprio. Mesmo que você assista All That Jazz como uma ficção, poderá (e irá) se divertir. O personagem é bem construído, charmoso e interessante, apesar de todos os defeitos (que de forma geral enriquecem a imagem anterior, no melhor estilo 'Laranja Mecânica').
O diretor, ao se descrever, tem a oportunidade (talvez única) de ver os dilemas e dramas de sua vida, ver como reagiria, que escolhas faria (afinal, ele se conhece) e no final aceitar que às vezes sua escolha era obviamente, a errada. Como exemplo, cito a principal fonte dessa idéia:
O personagem quando está no hospital, age de forma contrária à sua sobrevivência, fumando, fazendo festas e afins. Essa é a postura de Bob Fosse diante da morte. Mas ele sabe que ela é idiota e absurda e admite isso na voz do médico, em sua palestra para os outros médicos:
-Dr, parece que ele não liga se quer morrer ou viver...
-Eu sei, mas acredito que ele quer viver, e muito ainda.
(sem precisão nas palavras, apenas nas idéias).
Então temos que mesmo sabendo o que realmente quer (viver), ele sabe como agiria (agirá), mostrando Joe (como já foi dito) fumando e se divertindo. Ele mostra seus dois 'lados verdadeiros' (que todos temos), um verdadeiro em suas reflexões, outro verdadeiro em suas ações. Quem aqui, ao assistir o filme, discordará que Joe Gideon não liga se morrer? Nem ele próprio discordaria, apesar de saber que no seu íntimo, ele gostaria de run it again.
Um outro detalhe interessante da idéia de escrever sua própria vida, é a morte. Ninguém sabe com será sua morte, se será gloriosa, se será bela, se será ordinária. Então, no filme, Bob teve a oportunidade de 'morrer' da melhor forma possível, com a morte mais glamourosa que alguém pode ter! Não é à toa que a cena de sua morte dura aproximadamente 10 minutos. E ele não pecou em nenhum detalhe, ela pode ser considerada inclusive o ápice do filme. O momento em que Joe corre pela arquibancada cumprimentando todos, é de arrepiar; a contradição entre morte e alegria é mais do que evidente, é fantástica.
E Bob fez bem. Ele morreu com um ataque cardíaco (o que mostra como ele se conhecia e foi sincero no filme) enquanto andava com um amigo num estacionamento ou parque (memória falhando); começou a sentir dor, sentou num banco qualquer e deu adeus à vida, da forma mais ordinária e natural possível.
Esses pequenos detalhes, além da trilha sonora e coreografias (pelo próprio Fosse, é claro) fazem de All That Jazz uma obra fantástica.
É interessante pensar que (talvez) seu melhor trabalho tenha sido justamente aquele que retrata seus trabalhos (e ele próprio).
Deve ser a mistura de talento e sinceridade. Bob Fosse nunca foi tão 'Bob Fosse' como em All That Jazz.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Man, it's a hot one...
Like seven inches from the mid-day sun.
Carlos Santana! Guitarrista mexicano e na minha humilde opinião, um cara fodástico.
Suas músicas envolvem completamente o amor e a sensualidade caliente dos latino-americanos, e não vejo outra banda/músico que tenha expresso de forma tão clara o que é ser latino! Seu maior mérito está em fazer na guitarra riffs razoavelmente simples mas totalmente envolventes, enquanto cantava tanto em espanhol como em inglês, tendo feito sucesso nas duas línguas.
Fica aqui a recomendação:
O músico que faz sua guitarra exalar sensualidade, Carlos Santana!
Carlos Santana! Guitarrista mexicano e na minha humilde opinião, um cara fodástico.
Suas músicas envolvem completamente o amor e a sensualidade caliente dos latino-americanos, e não vejo outra banda/músico que tenha expresso de forma tão clara o que é ser latino! Seu maior mérito está em fazer na guitarra riffs razoavelmente simples mas totalmente envolventes, enquanto cantava tanto em espanhol como em inglês, tendo feito sucesso nas duas línguas.
Fica aqui a recomendação:
O músico que faz sua guitarra exalar sensualidade, Carlos Santana!
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