Só foi usada uma vez. Apenas por alguns instantes foi digna de uso. Não porque ela é especial, mas sim porque o mundo não merece uma camisa tão brega, out of fashion e descolada.
Tenho um amor platônico por essa camisa. Sua malha é gostosa e sua cor seria a típica cor que eu usaria como provocação (como a laranja quadriculada), tudo corrobora para o uso constante! Mas algo impede. O único uso foi num show, um show que requeria uma vestimenta digna, um show em que a vestimenta era o menos importante, um show no qual poderíamos vestir fosse o que fosse e ninguém notaria. Usei minha camisa amarela nessa oportunidade, junto com minha calça amarelo-bege de veludo (calça que amava não só platonicamente, uma tristeza que furou na bunda. Acho que vou fazer um remendo à la festa junina). Não preciso dizer que eu parecia um pote de mostarda. Mas um pote de mostarda com estilo! Também não é necessário dizer que minha companhia odiou, mas isso eu resolvi. Expliquei a importância do momento e fui prontamente atendido. Infelizmente ela não entrou de cabeça na experiência, usando uma reles vestimenta decente. Tudo bem, eu fazia as honras, mas é uma pena que eu não tinha um tênis amarelo (tá aí uma coisa que nunca terei), nem corante amarelo para cabelos (ta aí uma coisa que já tive), ia ficar perfeito! O show transcorreu de forma ótima, muitas risadas, muita diversão e muita música!
O caminho para o palco foi recheado de ansiedade, tensão e emoção, tudo por ver uma das mulheres por quem sou apaixonado há mais tempo. A influência dessa mulher é inimaginável, imensurável!
Minha primeira paixão (que eu lembro com boa memória) se chamava cristina ou cristiane (ela tinha um apelido), e minha paixão se dava principalmente por seus cabelos ruivos, por sua boca grande, por seu jeito descolado, roqueiro. Ainda me lembro quando lhe mostrava os Rolling Stones, mais especificamente, Paint it Black. Ao ouvir a cítara no início, ela questionou meus 'rocks', e eu respondi com apenas uma palavra: 'aguarde'. Foi sucesso imediato. Mas porque ela? Do grupo de amigos, ela era sem dúvidas, a menos cotada. As anas, joanas e marias da turma eram consideradas infinitamente mais interessantes, bonitas e atraentes. Ok, eu sempre tive um fraco pelas 'estranhas' e 'B's, mas isso não vem ao caso. Na verdade era a semelhança física / psicológica com a autora do show em que usei minha camisa amarela mais de uma década depois. Essa mulher já fez eu me apaixonar. E não por ela. Outras influências, mais genéricas podem ser vistas até os dias atuais: A irremediável paixão por ruivas e por cabelos curtos. Loiras de cabelos longos e lisos, tidas como angelicais e lindas, nunca me atraíram. Elas eram o mainstream, as ruivas que me interessavam. E nem precisavam ser ruivas de verdade. Mas claro que isso foi antes da moda e banalização dos falsos cabelos cor de vinho (Mas não nego que ainda funciona. Ontem mesmo, no trem, vi uma garota com cabelos cor de vinho. Foi paixonite instantânea. Como a garota do teatro).
Durante o show, sentamos lado a lado com um casal que tinha idade para nos criarem como filhos. O que não era coincidência, dado que a maioria do público tinha idade para ser meu pai. Mas isso já é costume. Não lembro de um show que eu paguei para entrar (já fui em cada coisa sem saber...) e que não era do grupo dos mais novos. Apesar da diferença de idade significativa entre eu e a personagem principal da noite, nada me impediu de gritar coisas como 'Gostosa!', 'Te amo!' e afins. Nem mesmo a presença da minha namorada, que nada podia fazer. Paixão é foda, não há como lutar contra, já dizia o Sinatra (com outras palavras). Se ela pedisse que eu fosse com ela depois do show, eu iria. Claro que depois voltaria para minha namorada, mas ela teria que entender, aquele era um momento único, a realização de um sonho. Existem casos de amor quase patológicos, em que a pessoa está tão acima da realidade que o ato nem pode ser considerado traição, negar-se esse prazer seria um crime contra si próprio. Envolve outro tipo de amor, não o amor usual. Por isso nem pode ser comparado a uma traição. Mas claro, isso nunca aconteceu. Estamos passeando pelo famoso mundo das idéias. Mas mesmo que isso não tenha ocorrido (e que nem quero que ocorra, o amor se dá pelo desconhecimento da personagem e a consequente idealização), algo aconteceu aquela noite. Algo maravilhoso. O máximo que poderia ter ocorrido sem estragar a relação platônica.
No fim do show, as pessoas pediam bis, outras músicas, uma continuação. Eu decidi entrar na onda. Lá do fundo, com a voz já rouca (não é preciso muito), gritei no máximo que pude:
"Orra meu!!!!!!"
Se ela ouviu, eu não sei. Se estava ensaiado, eu não sei. Ok, a lógica e o bom senso atentam contra a primeira e apoiam a segunda, mas o que sei é que os acordes começaram a ser tocados uns 10 segundos após meu grito. O êxtase foi enorme, indescritível. Não pude cantar, nem acompanhar. Reclinei na cadeira e senti o momento, aproveitei.
É essa foi a única vez, nos últimos 6 anos que a camisa foi digna de ser vestida. Em homenagem a Rita, ela será novamente usada no próxima vez que sair.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Há! Descobri!
Há!
Há!
Há!
Há!
Descobri que filme é 'Vinhas da Ira'! É sobre uma família norte-americana que viaja para a Califórnia em busca de emprego e esperança, durante a grande depressão!
Drama clássico, P&B, bonito, na verdade posso até dizer que é interessante e me surpreendeu positivamente! Apesar de eu não ser um grande estudioso do assunto, o filme parece retratar bem a situação das famílias menos afortunadas do interior estado-unidense! Serve como recomendação para os interessados no assunto!
Viva o TCM classic hollywood!
Mas, dos anos 40, posso citar um filme melhor. Talvez menos impactante no momento de seu lançamento, mas sem dúvidas muito melhor.
Ladies and Gentlemen, um dos mais novos exemplares da minha coleção de DVDs: Cidadão Kane!!!!
Só o drama entre Orson Welles e Hearst vale todo o filme! Um exemplo clássico do caso em que o background da obra é tão importante como a obra em si! Para conhecer um pouco mais sobre o tal background, vale a pena ver o documentário "The Battle over Citizen Kane" e o filme "RKO 281"!
Orson Welles era sem dúvida um gênio à sua maneira! Transformar Rosebud (que supõe-se significar o apelido dado por Hearst às partes íntimas de sua amante) naquele símbolo fantástico, o caráter premonitório/auto-biográfico do filme e a excelente atuação do próprio Welles fazem de Cidadão Kane um excelente filme!
Mas 'Vinhas da Ira', que motivou o post não deve ser esquecido! Um filme completamente B, mas de excelente roteiro (adaptado de um livro homônimo).
Bom divertimento a quem se arriscar com essas aventuras cinematogáficas!
(Para quem não sabe do que eu falei acima, veja o posto do ônibus!!!)
Há!
Há!
Há!
Descobri que filme é 'Vinhas da Ira'! É sobre uma família norte-americana que viaja para a Califórnia em busca de emprego e esperança, durante a grande depressão!
Drama clássico, P&B, bonito, na verdade posso até dizer que é interessante e me surpreendeu positivamente! Apesar de eu não ser um grande estudioso do assunto, o filme parece retratar bem a situação das famílias menos afortunadas do interior estado-unidense! Serve como recomendação para os interessados no assunto!
Viva o TCM classic hollywood!
Mas, dos anos 40, posso citar um filme melhor. Talvez menos impactante no momento de seu lançamento, mas sem dúvidas muito melhor.
Ladies and Gentlemen, um dos mais novos exemplares da minha coleção de DVDs: Cidadão Kane!!!!
Só o drama entre Orson Welles e Hearst vale todo o filme! Um exemplo clássico do caso em que o background da obra é tão importante como a obra em si! Para conhecer um pouco mais sobre o tal background, vale a pena ver o documentário "The Battle over Citizen Kane" e o filme "RKO 281"!
Orson Welles era sem dúvida um gênio à sua maneira! Transformar Rosebud (que supõe-se significar o apelido dado por Hearst às partes íntimas de sua amante) naquele símbolo fantástico, o caráter premonitório/auto-biográfico do filme e a excelente atuação do próprio Welles fazem de Cidadão Kane um excelente filme!
Mas 'Vinhas da Ira', que motivou o post não deve ser esquecido! Um filme completamente B, mas de excelente roteiro (adaptado de um livro homônimo).
Bom divertimento a quem se arriscar com essas aventuras cinematogáficas!
(Para quem não sabe do que eu falei acima, veja o posto do ônibus!!!)
Fim de ano!
Época de festas, encontros familiares, bebedeiras e mortes nas estradas!
Tudo em sua mais perfeita ordem, o fim de ano é sem dúvidas um momento memorável na vida de qualquer um! Aquela família reunida, aquele pacoto novo de cuecas esperando ser aberto, o pernil na mesa e aquele clima amistoso! Primos vistos apenas no natal anterior, tios que não lembram que você cresce, avós que esquecem que você "já" está na faculdade! Não há como negar que é lindo! Isso sem mencionar o amigo secreto! Aquele mesmo, no qual toda sua família sabe quem você tirou, e mesmo sem saber quem te tirou, você sabe que receberá uma camisa nova! A emoção é tanta antes da reza pré-ceia que os mais jovens caem em lágrimas com os dizeres: "Por que não posso abrir o meu presente?"! É ou não é demais? Mas essa é só metade do fim de ano! Depois do natal temos o sempre excelente reveillon! E melhor que tudo: Os dias pré-reveillon! Aquela semana entre 26 e 31 de dezembro é sagrada: As ruas da cidade vazias, as praias entupidas, o campo agradável! Tudo à espera da famigerada explosão de barulhos-assusta-cachorro! Quem já teve o melhor amigo do homem entende! Alguns, de tanto amor pelo próximo, deixam para explodir seus fogos quando todos os outros já pararam, pelo simples prazer de manter a festa ativa! Os bebados saudam uns aos outros, numa comoção comparável apenas aos estádios de futebol!
Ah, que alegria! Os problemas acabaram, um novo ano se inicia! A contagem regressiva, tradição mundial, é colocada em prática por centenas de vozes em milhares de lugares, todos vestidos tradicionalmente de branco! E a emoção é tamanha que os mais afortunados pegam aviões correndo para passar por esse momento mais de uma vez! Alguns até 3 vezes! Viva a rotação terrestre!
Ah, que bela época!
Mas o melhor de tudo, como sempre, é deixado para o final:
O Show do Roberto Carlos!!!!
Que 2008 seja um ano para se lembrar com carinho e afeto!
Tudo em sua mais perfeita ordem, o fim de ano é sem dúvidas um momento memorável na vida de qualquer um! Aquela família reunida, aquele pacoto novo de cuecas esperando ser aberto, o pernil na mesa e aquele clima amistoso! Primos vistos apenas no natal anterior, tios que não lembram que você cresce, avós que esquecem que você "já" está na faculdade! Não há como negar que é lindo! Isso sem mencionar o amigo secreto! Aquele mesmo, no qual toda sua família sabe quem você tirou, e mesmo sem saber quem te tirou, você sabe que receberá uma camisa nova! A emoção é tanta antes da reza pré-ceia que os mais jovens caem em lágrimas com os dizeres: "Por que não posso abrir o meu presente?"! É ou não é demais? Mas essa é só metade do fim de ano! Depois do natal temos o sempre excelente reveillon! E melhor que tudo: Os dias pré-reveillon! Aquela semana entre 26 e 31 de dezembro é sagrada: As ruas da cidade vazias, as praias entupidas, o campo agradável! Tudo à espera da famigerada explosão de barulhos-assusta-cachorro! Quem já teve o melhor amigo do homem entende! Alguns, de tanto amor pelo próximo, deixam para explodir seus fogos quando todos os outros já pararam, pelo simples prazer de manter a festa ativa! Os bebados saudam uns aos outros, numa comoção comparável apenas aos estádios de futebol!
Ah, que alegria! Os problemas acabaram, um novo ano se inicia! A contagem regressiva, tradição mundial, é colocada em prática por centenas de vozes em milhares de lugares, todos vestidos tradicionalmente de branco! E a emoção é tamanha que os mais afortunados pegam aviões correndo para passar por esse momento mais de uma vez! Alguns até 3 vezes! Viva a rotação terrestre!
Ah, que bela época!
Mas o melhor de tudo, como sempre, é deixado para o final:
O Show do Roberto Carlos!!!!
Que 2008 seja um ano para se lembrar com carinho e afeto!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Maldito sistema de informação Municipal!
Meu dia de folga, já tinha meu plano preparado.
De manhã, comprar os presentes de amigo secreto. De tarde, iniciar minha promessa feita alguns posts atrás indo ao CCSP para visitar a biblioteca.
Tudo transcorreu bem na parte da manhã... Mas e de tarde? O Centro cultural estava fechado!!!
Ontem mesmo eu entrei no site e não tinha aviso algum! Hoje já tem...
Mas vamos lá:
Fechar algo que se auto denomina 'Centro Cultural' em pleno período de férias escolares é uma baita duma burrice. Os jovens adolescentes, carentes de atividades decentes nas férias, fariam um excelente uso do tal centro. Fechou hoje e só volta a funcionar no dia 2 de janeiro, mas o pior está por vir: as bibliotecas só voltam dia 22 de Janeiro!!! No fim das férias!!
É uma atitude tão absurda, mas tão absurda que parece ter sido apenas impensada. Fazer isso conscientemente me soa estúpido demais, até mesmo para o mais estúpido dos seres.
Não questiono a necessidade das obras que mantém o espaço fechado, mas um mínimo de planejamento teria evitado essa situação que impede alunos, no momento de maior tempo livre do ano, de irem a um dos principais conjuntos de cinema, teatros e bibliotecas da cidade.
Mais do que bravo, decepcionado.
Mais do que triste, desesperançoso.
Mas em tudo há um lado bom. Descobri que janeiro será o mês de Stanley Kubrick!!!!
http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema.asp
hehehehe!
De manhã, comprar os presentes de amigo secreto. De tarde, iniciar minha promessa feita alguns posts atrás indo ao CCSP para visitar a biblioteca.
Tudo transcorreu bem na parte da manhã... Mas e de tarde? O Centro cultural estava fechado!!!
Ontem mesmo eu entrei no site e não tinha aviso algum! Hoje já tem...
Mas vamos lá:
Fechar algo que se auto denomina 'Centro Cultural' em pleno período de férias escolares é uma baita duma burrice. Os jovens adolescentes, carentes de atividades decentes nas férias, fariam um excelente uso do tal centro. Fechou hoje e só volta a funcionar no dia 2 de janeiro, mas o pior está por vir: as bibliotecas só voltam dia 22 de Janeiro!!! No fim das férias!!
É uma atitude tão absurda, mas tão absurda que parece ter sido apenas impensada. Fazer isso conscientemente me soa estúpido demais, até mesmo para o mais estúpido dos seres.
Não questiono a necessidade das obras que mantém o espaço fechado, mas um mínimo de planejamento teria evitado essa situação que impede alunos, no momento de maior tempo livre do ano, de irem a um dos principais conjuntos de cinema, teatros e bibliotecas da cidade.
Mais do que bravo, decepcionado.
Mais do que triste, desesperançoso.
Mas em tudo há um lado bom. Descobri que janeiro será o mês de Stanley Kubrick!!!!
http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema.asp
hehehehe!
domingo, 16 de dezembro de 2007
Conversa de Ônibus
12:30. Hora de entrar no ônibus.
Droga, o motorista está exigindo que os passageiros preencham seus bilhetes de viagem... Eu odeio preencher isso. Ali está uma mulher, vou pedir a caneta dela emprestada.
-Posso usar sua caneta depois que terminar?
-Claro...
Ela falou baixo, nem olhou na minha cara! Será que tem vergonha simplesmente porque eu me dirigi a ela pedindo uma caneta? As pessoas têm vergonha de falarem umas com as outras agora? Mundo estranho...
Ok, bilhete preenchido, caneta devolvida. Vou entrar na fila. Há! Olha lá os desavisados ali na frente! O motorista tá mandando eles preencherem o bilhete e voltarem para o fim da fila, hehehe! Pelo menos eu vi antes e já preenchi! Ótimo, dentro do ônibus. Assento 16, Assento 16... De que lado é? Nunca sei de que lado o meu assento é... Huuuuum, ta ali! Perfeito, agora vou ter paz para continuar a leitura do meu livrinho... Mas... Putz! Minha mala não cabe aqui! Vou por ali mais atrás... Ufa, coube certinho!
Finalmente sentado. Puxa, só agora reparei que tem uma garota do meu lado... To distraído mesmo, hehehehe. Ela parece um pouco mais velha, uns 25 anos talvez... Inicio uma conversa? A idéia de conhecer pessoas novas em ambientes estranhos, como um ônibus por exemplo, é interessante... Além do mais, ela é bem bonita... Huuuuum, não. Vou ficar com meu livro mesmo. Aonde que estava? Ah, sim! O Raskólhnikov acabou de sair de casa...
.
.
.
Droga, não consigo me concentrar na leitura. Como se já não bastasse estar tentando ler num ônibus, a garota do meu lado parece meio inquieta. Parece que ela quer puxar conversa, que não tem o que fazer no ônibus... Mas comigo lendo ela não diria nada. Seria falta de respeito interromper minha leitura, acho que vou parar de ler para dar uma brecha... Nah, vou dar uma de difícil, hehehehehe.
.
.
.
O que eu estou pensando? 'Dar uma de difícil'???? Eu nem sei se ela quer falar comigo mesmo! Ok, está decidido. Vou parar de ler para ver se conversamos.
Não!!! Droga, ela pegou uma revista!!! Demorei demais, que burro que sou... Ah, mas é uma revista da Livraria Cultura! Legal, simpatizei com a garota! É até uma boa forma de inciar um assunto, usando a livraria cultura... Mas não vou interromper a leitura dela, por enquanto vou ficar com meu livro mesmo.
.
.
.
Huuuum, o que será que está tendo de evento interessante na livraria cultura esse mês? Vou dar uma fuçadinha na revista da garota... Pera aí, deixe-me reclinar o banco primeiro, para ela não ver... Pronto, agora só abaixar um pouco o livro e.... A revista está a minha disposição! Hehehehe, sou um gênio!
D'oh! Ela percebeu, ela viu!!!! Ela viu que eu estava lendo! Puta merda, puta merda! Ok, eu não estou lendo a revista dela, não estou. Estou lendo meu livro, sim meu livro. Droga, ela deu uma risadinha, certeza que ela percebeu. Será que foi ela mesmo que deu a risadinha? O rosto dela parece sério e concentrado na revista... Será que foi a pessoa do banco de trás? Malditos sons baixos que não dá para distinguir a origem!!!
Isso está ficando ridículo, vou falar com ela! Nós já estamos lado a lado há mais de uma hora nessa situação!
Ok, vou guardar meu livro, além do mais, ta me dando dor de cabeça ler no ônibus. Pronto, guardei. Mas ela ainda tá lendo a revista, o que é que ela está lendo? Que artigo é aquele? Não consigo ler sobre o que é... Pera aí, tem uma citação do Fernando Pessoa! Algo sobre marinheiros e estranhos, não consigo ler direito... Putz, ela percebeu que eu tava lendo... De novo!! Invertemos as posições, agora é ela que está lendo... Nossa, o que é aquilo na contra-capa da revista? Um Box de DVD's comemorativo dos 60 anos da Cultura?
Legal!!! Deixe-me ver se consigo ler melhor... Huuum, um pouco pro lado e... Beleza! Visão ótima!
"O melhor de cada década destes 60 anos para você"
Porra, uma coleção do melhor filme de cada década! Muito bem pensado! Mas pera aí... O que é aquilo? "Carruagens de fogo"???? Esse não é o melhor filme da sua década nem a pau! Isso porque eu nem sei de que década é! Aliás, tá aí mais uma boa forma de inciar a conversa... 'Hey, não pude deixar de notar, mas isso é uma coleção de DVD's?'. Acho que vou puxar conversa mesmo com ela lendo... Afinal, é uma revista, bem diferente de um livro. Não seria falta de educação.
Putz, ela virou a página, não vou poder usar a idéia do DVD... Vou usar a original, sobre a programação da Livraria Cultura... Perguntar se há algum evento interessante esse mês... É uma boa tática, vou usá-la.
.
Por que eu ainda não falei nada? Pô, é uma pergunta simples, normal... Droga, to com vergonha. Hahahahaha!, que burro que sou! Só eu mesmo para rir das minhas próprias maluquices! Vergonha de falar com a pessoa sentada do meu lado faz quase uma hora e meia! Tsc, tsc, tsc...
Pronto, ela guardou a revista. Ainda assim posso usar a tática da revista... Ela ainda tem validade. Eu tenho que iniciar a conversa, não custa nada... Vai ver ela guardou a revista justamente por isso, para me dar liberdade para puxar assunto... Ok, vou perguntar. Ok, pega ar, vira para ela e diz: "Oi, eu vi que você tava lendo a revista da Cultura, tem algum evento legal esse mês?". Não deve ser tão difícil. Um, dois, três e...Hahahahahahahaha! Que bosta, eu não consigo! Ih, ela ta fuçando na bolsa de novo... Provavelmente está pegando algo para ler...
Um Tic-Tac! Adoro Tic-Tac! Se ela me oferecer um, prometo que vou iniciar a conversa...
-Quer um?
Puta merda, ela ofereceu! Não achei que isso fosse acontecer! Agora aceita, seu mané...
-Opa! Claro, muito obrigado!
Eu me prometi, agora vou ter que puxar assunto. Vamos lá:
-Oi, eu reparei que você tava lendo a revista da Cultura... Sabe se vai ter algum evento interessante esse mês?
-Então...
(Ela está pengando a revista de novo na bolsa!!!)
-Na verdade a revista é composta por entrevistas e promoções, não tem uma agenda de eventos... Olha só:
-Puxa, é verdade... Que pena... A Livraria cultura tem uns eventos bacanas às vezes...
-É verdade... De evento grande, eu sei que teve a inauguração da filial nova do conjunto nacional recentemente...
-É mesmo! E essa filial é excelente! Enorme!
-Sem dúvidas, eu gosto bastante de lá!
-Eu acho a FNAC maior, com mais opções, de forma geral... Mas o ambiente da Cultura é inigualável! Aquele café nessa nova filial é excelente!
-Sim! Sentar naqueles sofás, ler um livro, é ótimo!
-Hehehe! Ei, o que é isso? Melhores filmes das últimas 6 décadas?
-É sim, é uma coletânea que eles fizeram...
-Hum, esse 'Vinhas da Ira' eu não conheço, mas 'Carruagens de Fogo' definitivamente não deveria estar nessa lista!
-Verdade! Eu também não conheço esse 'Vinhas da Ira'... O 'Carruagens de Fogo' ta representando a década de 80, é de 1981.
-Da década de 80, que filme merece estar mais aí do que esse?
Huuuum...
-Já sei! O Iluminado! Muito melhor que 'Carruagens de fogo'!
-Bem lembrado, 'O Iluminado' é um excelente filme.
A conversa fluiu razoavelmente bem, um pouco nervosa de ambos os lados, mas com um bom esforço dos dois para que ela continuasse. Infelizmente, o diálogo se iniciou tarde demais, menos de 10 minutos depois meu ponto chegou. Despedimo-nos, um pouco sem jeito pela rápida troca de palavras.
Inesperadamente, ela insistiu para que eu mantivesse a revista. Vou guardar para sempre lembrar como a vergonha muitas vezes impede que conheçamos novas pessoas e façamos novas amizades.
Droga, o motorista está exigindo que os passageiros preencham seus bilhetes de viagem... Eu odeio preencher isso. Ali está uma mulher, vou pedir a caneta dela emprestada.
-Posso usar sua caneta depois que terminar?
-Claro...
Ela falou baixo, nem olhou na minha cara! Será que tem vergonha simplesmente porque eu me dirigi a ela pedindo uma caneta? As pessoas têm vergonha de falarem umas com as outras agora? Mundo estranho...
Ok, bilhete preenchido, caneta devolvida. Vou entrar na fila. Há! Olha lá os desavisados ali na frente! O motorista tá mandando eles preencherem o bilhete e voltarem para o fim da fila, hehehe! Pelo menos eu vi antes e já preenchi! Ótimo, dentro do ônibus. Assento 16, Assento 16... De que lado é? Nunca sei de que lado o meu assento é... Huuuuum, ta ali! Perfeito, agora vou ter paz para continuar a leitura do meu livrinho... Mas... Putz! Minha mala não cabe aqui! Vou por ali mais atrás... Ufa, coube certinho!
Finalmente sentado. Puxa, só agora reparei que tem uma garota do meu lado... To distraído mesmo, hehehehe. Ela parece um pouco mais velha, uns 25 anos talvez... Inicio uma conversa? A idéia de conhecer pessoas novas em ambientes estranhos, como um ônibus por exemplo, é interessante... Além do mais, ela é bem bonita... Huuuuum, não. Vou ficar com meu livro mesmo. Aonde que estava? Ah, sim! O Raskólhnikov acabou de sair de casa...
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Droga, não consigo me concentrar na leitura. Como se já não bastasse estar tentando ler num ônibus, a garota do meu lado parece meio inquieta. Parece que ela quer puxar conversa, que não tem o que fazer no ônibus... Mas comigo lendo ela não diria nada. Seria falta de respeito interromper minha leitura, acho que vou parar de ler para dar uma brecha... Nah, vou dar uma de difícil, hehehehehe.
.
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O que eu estou pensando? 'Dar uma de difícil'???? Eu nem sei se ela quer falar comigo mesmo! Ok, está decidido. Vou parar de ler para ver se conversamos.
Não!!! Droga, ela pegou uma revista!!! Demorei demais, que burro que sou... Ah, mas é uma revista da Livraria Cultura! Legal, simpatizei com a garota! É até uma boa forma de inciar um assunto, usando a livraria cultura... Mas não vou interromper a leitura dela, por enquanto vou ficar com meu livro mesmo.
.
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Huuuum, o que será que está tendo de evento interessante na livraria cultura esse mês? Vou dar uma fuçadinha na revista da garota... Pera aí, deixe-me reclinar o banco primeiro, para ela não ver... Pronto, agora só abaixar um pouco o livro e.... A revista está a minha disposição! Hehehehe, sou um gênio!
D'oh! Ela percebeu, ela viu!!!! Ela viu que eu estava lendo! Puta merda, puta merda! Ok, eu não estou lendo a revista dela, não estou. Estou lendo meu livro, sim meu livro. Droga, ela deu uma risadinha, certeza que ela percebeu. Será que foi ela mesmo que deu a risadinha? O rosto dela parece sério e concentrado na revista... Será que foi a pessoa do banco de trás? Malditos sons baixos que não dá para distinguir a origem!!!
Isso está ficando ridículo, vou falar com ela! Nós já estamos lado a lado há mais de uma hora nessa situação!
Ok, vou guardar meu livro, além do mais, ta me dando dor de cabeça ler no ônibus. Pronto, guardei. Mas ela ainda tá lendo a revista, o que é que ela está lendo? Que artigo é aquele? Não consigo ler sobre o que é... Pera aí, tem uma citação do Fernando Pessoa! Algo sobre marinheiros e estranhos, não consigo ler direito... Putz, ela percebeu que eu tava lendo... De novo!! Invertemos as posições, agora é ela que está lendo... Nossa, o que é aquilo na contra-capa da revista? Um Box de DVD's comemorativo dos 60 anos da Cultura?
Legal!!! Deixe-me ver se consigo ler melhor... Huuum, um pouco pro lado e... Beleza! Visão ótima!
"O melhor de cada década destes 60 anos para você"
Porra, uma coleção do melhor filme de cada década! Muito bem pensado! Mas pera aí... O que é aquilo? "Carruagens de fogo"???? Esse não é o melhor filme da sua década nem a pau! Isso porque eu nem sei de que década é! Aliás, tá aí mais uma boa forma de inciar a conversa... 'Hey, não pude deixar de notar, mas isso é uma coleção de DVD's?'. Acho que vou puxar conversa mesmo com ela lendo... Afinal, é uma revista, bem diferente de um livro. Não seria falta de educação.
Putz, ela virou a página, não vou poder usar a idéia do DVD... Vou usar a original, sobre a programação da Livraria Cultura... Perguntar se há algum evento interessante esse mês... É uma boa tática, vou usá-la.
.
Por que eu ainda não falei nada? Pô, é uma pergunta simples, normal... Droga, to com vergonha. Hahahahaha!, que burro que sou! Só eu mesmo para rir das minhas próprias maluquices! Vergonha de falar com a pessoa sentada do meu lado faz quase uma hora e meia! Tsc, tsc, tsc...
Pronto, ela guardou a revista. Ainda assim posso usar a tática da revista... Ela ainda tem validade. Eu tenho que iniciar a conversa, não custa nada... Vai ver ela guardou a revista justamente por isso, para me dar liberdade para puxar assunto... Ok, vou perguntar. Ok, pega ar, vira para ela e diz: "Oi, eu vi que você tava lendo a revista da Cultura, tem algum evento legal esse mês?". Não deve ser tão difícil. Um, dois, três e...Hahahahahahahaha! Que bosta, eu não consigo! Ih, ela ta fuçando na bolsa de novo... Provavelmente está pegando algo para ler...
Um Tic-Tac! Adoro Tic-Tac! Se ela me oferecer um, prometo que vou iniciar a conversa...
-Quer um?
Puta merda, ela ofereceu! Não achei que isso fosse acontecer! Agora aceita, seu mané...
-Opa! Claro, muito obrigado!
Eu me prometi, agora vou ter que puxar assunto. Vamos lá:
-Oi, eu reparei que você tava lendo a revista da Cultura... Sabe se vai ter algum evento interessante esse mês?
-Então...
(Ela está pengando a revista de novo na bolsa!!!)
-Na verdade a revista é composta por entrevistas e promoções, não tem uma agenda de eventos... Olha só:
-Puxa, é verdade... Que pena... A Livraria cultura tem uns eventos bacanas às vezes...
-É verdade... De evento grande, eu sei que teve a inauguração da filial nova do conjunto nacional recentemente...
-É mesmo! E essa filial é excelente! Enorme!
-Sem dúvidas, eu gosto bastante de lá!
-Eu acho a FNAC maior, com mais opções, de forma geral... Mas o ambiente da Cultura é inigualável! Aquele café nessa nova filial é excelente!
-Sim! Sentar naqueles sofás, ler um livro, é ótimo!
-Hehehe! Ei, o que é isso? Melhores filmes das últimas 6 décadas?
-É sim, é uma coletânea que eles fizeram...
-Hum, esse 'Vinhas da Ira' eu não conheço, mas 'Carruagens de Fogo' definitivamente não deveria estar nessa lista!
-Verdade! Eu também não conheço esse 'Vinhas da Ira'... O 'Carruagens de Fogo' ta representando a década de 80, é de 1981.
-Da década de 80, que filme merece estar mais aí do que esse?
Huuuum...
-Já sei! O Iluminado! Muito melhor que 'Carruagens de fogo'!
-Bem lembrado, 'O Iluminado' é um excelente filme.
A conversa fluiu razoavelmente bem, um pouco nervosa de ambos os lados, mas com um bom esforço dos dois para que ela continuasse. Infelizmente, o diálogo se iniciou tarde demais, menos de 10 minutos depois meu ponto chegou. Despedimo-nos, um pouco sem jeito pela rápida troca de palavras.
Inesperadamente, ela insistiu para que eu mantivesse a revista. Vou guardar para sempre lembrar como a vergonha muitas vezes impede que conheçamos novas pessoas e façamos novas amizades.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Qual o uso de um Hobby que não diverte?
Nós temos alguns hobbys, todo mundo tem.
Certo? Ou não?
O que é um hobby? Talvez alguma atividade que promova prazer e satisfação...
Ir velejar no final de semana, ler, andar de bicicleta.
O hobby, quando misturado com profissão, causa sérias sequelas. Pois para trabalhar na área é preciso uma dedicação enorme para ser realmente bom, e em muitas coisas que temos como hobby não queremos ser realmente bons, queremos apenas nos divertir.
Um velejador por hobby não quer ser tão rápido quanto o regatista. O ciclista não quer ser tão resistente quanto o campeão da volta da frança.
Eles querem apenas pegar seus hobbys e ter um 'bom tempo' de vez em quando. Muitas vezes, transformar o hobby em profissão tira o tesão pela coisa. Acaba com o hobby, é uma situação auto-destrutiva. Ao tentarmos fazer aquilo diariamente, chegando no nosso limite, nos concentramos tanto em sermos bons que perdemos a parte gostosa da coisa.
Nesses casos, o mehor é trocar de profissão. Você está cometendo um duplo erro:
1) Sendo infeliz na sua profissão.
2) Destruindo um hobby seu.
Sabendo disso, eu me pergunto:
Por que ainda estou na física?
Certo? Ou não?
O que é um hobby? Talvez alguma atividade que promova prazer e satisfação...
Ir velejar no final de semana, ler, andar de bicicleta.
O hobby, quando misturado com profissão, causa sérias sequelas. Pois para trabalhar na área é preciso uma dedicação enorme para ser realmente bom, e em muitas coisas que temos como hobby não queremos ser realmente bons, queremos apenas nos divertir.
Um velejador por hobby não quer ser tão rápido quanto o regatista. O ciclista não quer ser tão resistente quanto o campeão da volta da frança.
Eles querem apenas pegar seus hobbys e ter um 'bom tempo' de vez em quando. Muitas vezes, transformar o hobby em profissão tira o tesão pela coisa. Acaba com o hobby, é uma situação auto-destrutiva. Ao tentarmos fazer aquilo diariamente, chegando no nosso limite, nos concentramos tanto em sermos bons que perdemos a parte gostosa da coisa.
Nesses casos, o mehor é trocar de profissão. Você está cometendo um duplo erro:
1) Sendo infeliz na sua profissão.
2) Destruindo um hobby seu.
Sabendo disso, eu me pergunto:
Por que ainda estou na física?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Nintendo, Ah nintendo!
Quantas vezes já discuti o valor da Nintendo?
Eles são geniais. Dominam com maestria a arte da diversão. A Nintendo é a realização do sonho, é o Spilberg dos consoles.
Como bom Nintendo-fã, vou levá-los numa viagem através do tempo na minha história com esse nome, que é muito mais que uma marca.
Alguns avisos antes do embarque: Eu abandonei o mundo dos games no final do n64. O crescimento da Sony aliado ao meu crescimento me afastaram do mundo dos consoles. Tradicional e conservador como sou, preferi abandonar essa forma de diversão frente a idéia de me render aos charmes do PS. Minha descrição, portanto, acaba com o Nintendo 64.
Capítulo 1, O surgimento.
Era final de 1990. Minha família fazia sua primeira viagem a Disneylândia. Com 5 anos, eu via aquilo como algo maravilhoso, a ida ao paraíso, à casa de meus ídolos, à terra do nunca. Eu era (sou?) um fã enorme do tio patinhas e suas aventuras, adorava Duck Tales. Talvez tenha chorado de emoção assistindo, não lembro. Para terem noção do tamanho dessa idolatria, às vésperas da viagem, meu pai (na frente de toda a família, durante um tradicional almoço de quarta -feira) me perguntou se eu preferia ir para a Disney com eles ou ganhar a assinatura vitalícia (ou por 10 anos, não lembro. Mas aos 5 anos de idade, vitalício e 10 anos são sinônimos) da revista do Tio Patinhas.
Eu não respondi, julguei que a pergunta era retórica, apenas uma piada. E eu tinha razão, meus tios caíram na gargalhada, mas a verdade é que eu não sabia qual a resposta mais adequada.
Fui para a Disney, e lá é o paraíso na terra para crianças dessa idade. Recomendo que levem seus filhos, se o câmbio permitir. É uma experiência única.
A família se reuniu na casa da Tia Célia, como de costume. Todos juntos, com suas malas. Não lembro do carro, nem de quem era o carro, mas lembro que quando estavamos na marginal a caminho do aeroporto, eu coloquei a cabeça para fora, abri um sorriso enorme e pensei: "Estamos indo para a Disney!!!!!! Caracas!!!!"
Lembro pouco do vôo, do pouso e afins. Minha próxima lembrança vívida foi num shopping, mais à noite.
A imagem de meu pai chegando com um 'Nintendinho'. Não posso dizer que eu tive a reação desse garoto aqui
http://www.youtube.com/watch?v=GGmCaAEDxDU
afinal eu nem sabia o que era um video game! (Não, eu nunca joguei Atari nem Master
System, Mega Drive e etc), mas achei legal.
Ao voltar para o Brasil, comecei a jogar. O primeiro jogo foi, claro, Super Mario.
Cara, a nintendo é demais... Tudo bem, eu não morria de amores por aquilo, mas nunca tinha encontrado algo que me divertisse tanto... Era viver num mundo de fantasias, um mundo de sonhos! Cada fase, cada truque para avançar de mundo!
Como eu não tinha dinheiro para comprar jogos, tinha só esse mesmo (mas na verdade vinham dois jogos nessa fita. O outro era de tiro, em pratos ou patos). Mas meus primos, numa situação financeira privilegiada, compraram o Super Nintendo assim que foi lançado (pouco depois de termos adquirido o Nintendinho, se eu não me engano) e me fizeram uma surpresa enorme:
Um dia, num dos almoços, meu primo disse que tinha uma surpresa para mim.
O console e todos os jogos dele!!! Agora eu tinha 2 (DOIS!) Nintendinhos e 4 (QUATRO!!) Controles! Ok, isso não significa nada, já que eu só posso jogar um de cada vez.
Mas de uma fita nós (nessa época meu irmão já jogava também) passamos a ter umas 20!!! Incrível!
As que me lembro bem são:
Stealth - Um jogo de avião em que o objetivo é derrubar os inimigos. E ainda tinha que levantar vôo e pousar depois de cada missão! Foi com ele que aprendi que o avião toca as rodas traseiras antes na pista!
Super Mario 2 - Uma porcaria. Ok, me diverti com ele, mas ô ideiazinha de jirico fazer o Mario pegar rabanetes no chão para tacar nos outros!!!
Super Mario 3 - Esse sim um grande acerto. GE-NI-AL. O melhor Mario até hoje, disparado. As fantasias voltaram, as moedas! Quem não se lembra daquele castelo no sétimo mundo (um dos melhores) em que era possível ficar pegando moedas indefinidamente e conseguindo vidas? Eu já fiquei com mais de 70 vidas naquela fase!
E aquele mundo em que tudo era gigante?
Eu já sonhei com esse jogo mais de uma vez, ele foi o melhor.
Olimpíadas - Esse merece um destaque: Tinha um tapete especial, para colocar no chão. Ele tinha sensores de peso, então a idéia era essa:
Na pista de corrida, por exemplo, você tinha de correr no lugar, pisando nos sensores. O jogo via a velocidade que estava correndo (na verdade o tempo entre uma passada e outra) e colocava na tela. Tinha 100 metros rasos, 100 com barreiras, salto em distância, salto triplo!
Lembro de meu pai um dia reclamar que era 5 da manhã enquanto eu e meu irmão estavamos fazendo barulho com o "plá plá plá plá plá plá" correndo no tapete. E não, nós não passamos a noite acordados. Nós acordamos cedo para jogar. Não lembro nessa época de ter acordado tão cedo por outro motivo. Eu amava a Nintendo.
Mas o Super Nes já estava no mercado há um tempinho, e eu claro, tinha contato com ele através de amigos e etc. Lembro de passar tardes a fio na casa de um amigo jogando jogos de corrida.
Até que em um natal, meu pai disse que o presente estava escondido, era uma gincana. Ele me deu uma pista, e no melhor estilo caça ao tesouro eu e meu irmão saímos desesperados atrás das próximas pistas que levariam ao grande prêmio! Uma das pistas estava na caixa de força, mas a realmente difícil foi a última:
"É, não é uma Brastemp..."
O que diabos isso significava????? Geladeira? Nunca tinha ouvido isso antes! No desespero fomos na máquina de lavar e lá estava ele:
Um Super Nintendo!!!!
Foi injusto usar como pista uma propaganda que nem era da minha época, mas papai gostava de desafios.
Só que a minha relação com o super nintendo foi breve: Junto com o console veio um jogo de monstros e uma bazuca (????) mas nenhum controle. Nós não conseguíamos jogar sem o controle... (A Bazuca era para aquele jogo mesmo, mas sem controle não dá!!!)
Ficamos de comprar o controle, o que nunca ocorreu. Mas isso não foi ruim, eu estava satisfeito com o nintendinho. Na verdade, a decepção com o super só reforçou minha relação com o nes.
Então apesar de eu ter tido um snes, na prática eu nunca joguei um. Um meu. Mal conheço os jogos desse console, mal joguei o Mario, tudo na casa de amigos.
Você pode ver, que por pelo menos uns 7 anos, eu joguei o Nintendinho insistentemente. Aquele console, sem dúvidas fez parte da minha vida.
Ele está 'guardado' (jogado) em algum canto, mas algumas vezes eu pego ele com amor, limpo e jogo um pouco. A última vez foi no terceiro ano da USP, se não me engano.
Já a próxima, será nessas férias. Aquele Nintendo é um grande amor. O tempo passa, nós mudamos. Mas meu lado criança ainda tem o brilho nos olhos que tinha na época que eu era de criança de fato. É só pensar nas horas que passamos juntos...
Depois continuo com a chegada do n64 e sua revolução. Já acabou o expediente e eu tenho que estudar.
Eles são geniais. Dominam com maestria a arte da diversão. A Nintendo é a realização do sonho, é o Spilberg dos consoles.
Como bom Nintendo-fã, vou levá-los numa viagem através do tempo na minha história com esse nome, que é muito mais que uma marca.
Alguns avisos antes do embarque: Eu abandonei o mundo dos games no final do n64. O crescimento da Sony aliado ao meu crescimento me afastaram do mundo dos consoles. Tradicional e conservador como sou, preferi abandonar essa forma de diversão frente a idéia de me render aos charmes do PS. Minha descrição, portanto, acaba com o Nintendo 64.
Capítulo 1, O surgimento.
Era final de 1990. Minha família fazia sua primeira viagem a Disneylândia. Com 5 anos, eu via aquilo como algo maravilhoso, a ida ao paraíso, à casa de meus ídolos, à terra do nunca. Eu era (sou?) um fã enorme do tio patinhas e suas aventuras, adorava Duck Tales. Talvez tenha chorado de emoção assistindo, não lembro. Para terem noção do tamanho dessa idolatria, às vésperas da viagem, meu pai (na frente de toda a família, durante um tradicional almoço de quarta -feira) me perguntou se eu preferia ir para a Disney com eles ou ganhar a assinatura vitalícia (ou por 10 anos, não lembro. Mas aos 5 anos de idade, vitalício e 10 anos são sinônimos) da revista do Tio Patinhas.
Eu não respondi, julguei que a pergunta era retórica, apenas uma piada. E eu tinha razão, meus tios caíram na gargalhada, mas a verdade é que eu não sabia qual a resposta mais adequada.
Fui para a Disney, e lá é o paraíso na terra para crianças dessa idade. Recomendo que levem seus filhos, se o câmbio permitir. É uma experiência única.
A família se reuniu na casa da Tia Célia, como de costume. Todos juntos, com suas malas. Não lembro do carro, nem de quem era o carro, mas lembro que quando estavamos na marginal a caminho do aeroporto, eu coloquei a cabeça para fora, abri um sorriso enorme e pensei: "Estamos indo para a Disney!!!!!! Caracas!!!!"
Lembro pouco do vôo, do pouso e afins. Minha próxima lembrança vívida foi num shopping, mais à noite.
A imagem de meu pai chegando com um 'Nintendinho'. Não posso dizer que eu tive a reação desse garoto aqui
http://www.youtube.com/watch?v=GGmCaAEDxDU
afinal eu nem sabia o que era um video game! (Não, eu nunca joguei Atari nem Master
System, Mega Drive e etc), mas achei legal.
Ao voltar para o Brasil, comecei a jogar. O primeiro jogo foi, claro, Super Mario.
Cara, a nintendo é demais... Tudo bem, eu não morria de amores por aquilo, mas nunca tinha encontrado algo que me divertisse tanto... Era viver num mundo de fantasias, um mundo de sonhos! Cada fase, cada truque para avançar de mundo!
Como eu não tinha dinheiro para comprar jogos, tinha só esse mesmo (mas na verdade vinham dois jogos nessa fita. O outro era de tiro, em pratos ou patos). Mas meus primos, numa situação financeira privilegiada, compraram o Super Nintendo assim que foi lançado (pouco depois de termos adquirido o Nintendinho, se eu não me engano) e me fizeram uma surpresa enorme:
Um dia, num dos almoços, meu primo disse que tinha uma surpresa para mim.
O console e todos os jogos dele!!! Agora eu tinha 2 (DOIS!) Nintendinhos e 4 (QUATRO!!) Controles! Ok, isso não significa nada, já que eu só posso jogar um de cada vez.
Mas de uma fita nós (nessa época meu irmão já jogava também) passamos a ter umas 20!!! Incrível!
As que me lembro bem são:
Stealth - Um jogo de avião em que o objetivo é derrubar os inimigos. E ainda tinha que levantar vôo e pousar depois de cada missão! Foi com ele que aprendi que o avião toca as rodas traseiras antes na pista!
Super Mario 2 - Uma porcaria. Ok, me diverti com ele, mas ô ideiazinha de jirico fazer o Mario pegar rabanetes no chão para tacar nos outros!!!
Super Mario 3 - Esse sim um grande acerto. GE-NI-AL. O melhor Mario até hoje, disparado. As fantasias voltaram, as moedas! Quem não se lembra daquele castelo no sétimo mundo (um dos melhores) em que era possível ficar pegando moedas indefinidamente e conseguindo vidas? Eu já fiquei com mais de 70 vidas naquela fase!
E aquele mundo em que tudo era gigante?
Eu já sonhei com esse jogo mais de uma vez, ele foi o melhor.
Olimpíadas - Esse merece um destaque: Tinha um tapete especial, para colocar no chão. Ele tinha sensores de peso, então a idéia era essa:
Na pista de corrida, por exemplo, você tinha de correr no lugar, pisando nos sensores. O jogo via a velocidade que estava correndo (na verdade o tempo entre uma passada e outra) e colocava na tela. Tinha 100 metros rasos, 100 com barreiras, salto em distância, salto triplo!
Lembro de meu pai um dia reclamar que era 5 da manhã enquanto eu e meu irmão estavamos fazendo barulho com o "plá plá plá plá plá plá" correndo no tapete. E não, nós não passamos a noite acordados. Nós acordamos cedo para jogar. Não lembro nessa época de ter acordado tão cedo por outro motivo. Eu amava a Nintendo.
Mas o Super Nes já estava no mercado há um tempinho, e eu claro, tinha contato com ele através de amigos e etc. Lembro de passar tardes a fio na casa de um amigo jogando jogos de corrida.
Até que em um natal, meu pai disse que o presente estava escondido, era uma gincana. Ele me deu uma pista, e no melhor estilo caça ao tesouro eu e meu irmão saímos desesperados atrás das próximas pistas que levariam ao grande prêmio! Uma das pistas estava na caixa de força, mas a realmente difícil foi a última:
"É, não é uma Brastemp..."
O que diabos isso significava????? Geladeira? Nunca tinha ouvido isso antes! No desespero fomos na máquina de lavar e lá estava ele:
Um Super Nintendo!!!!
Foi injusto usar como pista uma propaganda que nem era da minha época, mas papai gostava de desafios.
Só que a minha relação com o super nintendo foi breve: Junto com o console veio um jogo de monstros e uma bazuca (????) mas nenhum controle. Nós não conseguíamos jogar sem o controle... (A Bazuca era para aquele jogo mesmo, mas sem controle não dá!!!)
Ficamos de comprar o controle, o que nunca ocorreu. Mas isso não foi ruim, eu estava satisfeito com o nintendinho. Na verdade, a decepção com o super só reforçou minha relação com o nes.
Então apesar de eu ter tido um snes, na prática eu nunca joguei um. Um meu. Mal conheço os jogos desse console, mal joguei o Mario, tudo na casa de amigos.
Você pode ver, que por pelo menos uns 7 anos, eu joguei o Nintendinho insistentemente. Aquele console, sem dúvidas fez parte da minha vida.
Ele está 'guardado' (jogado) em algum canto, mas algumas vezes eu pego ele com amor, limpo e jogo um pouco. A última vez foi no terceiro ano da USP, se não me engano.
Já a próxima, será nessas férias. Aquele Nintendo é um grande amor. O tempo passa, nós mudamos. Mas meu lado criança ainda tem o brilho nos olhos que tinha na época que eu era de criança de fato. É só pensar nas horas que passamos juntos...
Depois continuo com a chegada do n64 e sua revolução. Já acabou o expediente e eu tenho que estudar.
Promessas de fim de ano antes do fim do ano
Provas, exames, testes!!!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Um dia as provas acabam, mas enquanto este dia não vem, mantemos a cuca fresca imaginando as milhares de coisas maravilhosas a fazer com o incrível tempo disponível que teremos!
Então aí estão minhas promessas para o período pós-provas:
1) Frequentar mais o cepe. Fazer exercícios e se possível nadar umas três manhãs por semana, como nos tempos de saltos ornamentais (ou tardes, dado que eu trabalho de manhã).
2) Ir à biblioteca do CCSP, porque é quase certeza que eles tem as HQs do Sandman. Como eu não consigo baixar essa coisa, vou guardar um tempo para colocar os exemplares de verdade entre meus dedinhos.
3) Ler os livros inacabados. Já são 3!
4) Estudar para a ainda não certa matematicamente mas certa psicológicamente rec de quântica (d'oh!)
5) Estudar para a ainda não certa matematicamente mas certa psicológicamente rec de quântica (d'oh!) [2]
(Preciso reforçar, tenho mania de esquecer desse tipo de atividade)
6) Assistir ao menos um filme do festival do Woody Allen. Para pelo menos poder dizer orgulhoso: "Eu fui!"
7) Jogar Super Smash Bros com os caras de Valinhos no n64 "novo" do Leo. Alugada, comprada, emprestada, não importa. Preciso conseguir aquela fita.
Pronto, são essas.
Como eu me conheço, me dou por satisfeito se cumprir 3 delas. Principalmente as 3 primeiras.
Agora essa última.... huuuum... A nintendo merece um post só para ela.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Um dia as provas acabam, mas enquanto este dia não vem, mantemos a cuca fresca imaginando as milhares de coisas maravilhosas a fazer com o incrível tempo disponível que teremos!
Então aí estão minhas promessas para o período pós-provas:
1) Frequentar mais o cepe. Fazer exercícios e se possível nadar umas três manhãs por semana, como nos tempos de saltos ornamentais (ou tardes, dado que eu trabalho de manhã).
2) Ir à biblioteca do CCSP, porque é quase certeza que eles tem as HQs do Sandman. Como eu não consigo baixar essa coisa, vou guardar um tempo para colocar os exemplares de verdade entre meus dedinhos.
3) Ler os livros inacabados. Já são 3!
4) Estudar para a ainda não certa matematicamente mas certa psicológicamente rec de quântica (d'oh!)
5) Estudar para a ainda não certa matematicamente mas certa psicológicamente rec de quântica (d'oh!) [2]
(Preciso reforçar, tenho mania de esquecer desse tipo de atividade)
6) Assistir ao menos um filme do festival do Woody Allen. Para pelo menos poder dizer orgulhoso: "Eu fui!"
7) Jogar Super Smash Bros com os caras de Valinhos no n64 "novo" do Leo. Alugada, comprada, emprestada, não importa. Preciso conseguir aquela fita.
Pronto, são essas.
Como eu me conheço, me dou por satisfeito se cumprir 3 delas. Principalmente as 3 primeiras.
Agora essa última.... huuuum... A nintendo merece um post só para ela.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A garota do teatro
Uma garota no teatro, simples, acompanhada possivelmente pelos pais. Qual será a idade dela? Uns 20 talvez. Talvez menos, a estatura engana assim como a inocente face. Calma, risonha e alegre, não percebe que está sendo observada. Mentira, ela percebeu e olhou de volta, mas é um olhar curioso, pouco incisivo, nada observador. Talvez mais, uns 22. Devem ser os pais mesmo, que tipo de jovem é acompanhado por um casal de amigos tão mais velhos numa peça de teatro?
É, sem dúvidas são os pais. O traje é típico de um sábado paulistano: Jeans, tenis, blusa regata branca, nada realmente chamativo... O que será que chamou atenção? Não é mais bonita que a média, não é mais 'gostosa' que a média (muito pelo contrário, o corpo magro inibe o surgimento de voltosas curvas), não há nada especial na garota do teatro.
Minto, há algo muito especial: A beleza encontra seu ápice no simples. As roupas, por mais óbvias que fossem, estavam em harmonia perfeita com os curtos cabelos marrons, com o corpo franzino, com o sorriso, com os moviementos suaves dos braços.
Um claro exemplo do belo pelo simples, do excepcional pelo normal.
Dizem que as paulistanas são feias. Há duas formas de enxergar a beleza: A máscara, a imagem, e a beleza pura.
É verdade que as paulistanas não mantém a máscara sempre levantada, e é até provável que não tenham a beleza pura.
Mas a garota do teatro tinha. Um espécime digno da rara beleza paulistana.
Só não sabia quem era. Melhor: sabia, mas não o papel que representava aquela noite. Aquela noite ela não tinha nome. Era a garota do teatro.
É, sem dúvidas são os pais. O traje é típico de um sábado paulistano: Jeans, tenis, blusa regata branca, nada realmente chamativo... O que será que chamou atenção? Não é mais bonita que a média, não é mais 'gostosa' que a média (muito pelo contrário, o corpo magro inibe o surgimento de voltosas curvas), não há nada especial na garota do teatro.
Minto, há algo muito especial: A beleza encontra seu ápice no simples. As roupas, por mais óbvias que fossem, estavam em harmonia perfeita com os curtos cabelos marrons, com o corpo franzino, com o sorriso, com os moviementos suaves dos braços.
Um claro exemplo do belo pelo simples, do excepcional pelo normal.
Dizem que as paulistanas são feias. Há duas formas de enxergar a beleza: A máscara, a imagem, e a beleza pura.
É verdade que as paulistanas não mantém a máscara sempre levantada, e é até provável que não tenham a beleza pura.
Mas a garota do teatro tinha. Um espécime digno da rara beleza paulistana.
Só não sabia quem era. Melhor: sabia, mas não o papel que representava aquela noite. Aquela noite ela não tinha nome. Era a garota do teatro.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Divulgação
Explicação, explicações. Quem sabe ensinar?
Bom, é evidente que eu não sei. É, de fato, possível que eu tenha falado bobagens, mas me conhecendo como me conheço, é mais provável que eu tenha sido incompleto. Isso é típico. Eu sempre, para facilitar (e permitir o entendimento do leigo), simplifico o problema e como consequência disso perco rigor, alcançando um resultado que mesmo certo está errado.
Eu não sei como explicar, não sei mesmo. Mas porra, é óbvio que não posso dar, independente de conhecimento técnico, um curso a distância... Conheço pessoas com um conhecimento técnico elevadíssimo, que quando questionadas por leigos fogem do assunto com medo de simplificar o problema e ensinar errado. Explicações curtíssimas, muito subjetivas ou até mesmo a simples frase: "É complicado..." são comuns nessas horas.
Mas poxa, entre o ouvinte não aprender nada e ganhar uma noção sobre o assunto (ainda que imperfeita), o que é melhor?
Na verdade não sei a resposta... Mas apesar de não saber, costumo optar pela segunda.
É possível que eu esteja difundindo o falso conhecimento, e pior: promovendo a ignorância ao ensinar com falhas.
Mas peço perdão, não faço por mal. É o simples ímpeto de compartilhar o maravilhoso mundo do saber.
Talvez a melhor forma de compartilhar o saber seja ficar quieto esperando alguém realmente capaz fazer isso.
Bom, é evidente que eu não sei. É, de fato, possível que eu tenha falado bobagens, mas me conhecendo como me conheço, é mais provável que eu tenha sido incompleto. Isso é típico. Eu sempre, para facilitar (e permitir o entendimento do leigo), simplifico o problema e como consequência disso perco rigor, alcançando um resultado que mesmo certo está errado.
Eu não sei como explicar, não sei mesmo. Mas porra, é óbvio que não posso dar, independente de conhecimento técnico, um curso a distância... Conheço pessoas com um conhecimento técnico elevadíssimo, que quando questionadas por leigos fogem do assunto com medo de simplificar o problema e ensinar errado. Explicações curtíssimas, muito subjetivas ou até mesmo a simples frase: "É complicado..." são comuns nessas horas.
Mas poxa, entre o ouvinte não aprender nada e ganhar uma noção sobre o assunto (ainda que imperfeita), o que é melhor?
Na verdade não sei a resposta... Mas apesar de não saber, costumo optar pela segunda.
É possível que eu esteja difundindo o falso conhecimento, e pior: promovendo a ignorância ao ensinar com falhas.
Mas peço perdão, não faço por mal. É o simples ímpeto de compartilhar o maravilhoso mundo do saber.
Talvez a melhor forma de compartilhar o saber seja ficar quieto esperando alguém realmente capaz fazer isso.
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